O Rio de Janeiro amanheceu em choque após a operação policial mais letal de sua história. A ação, realizada em uma comunidade da capital fluminense, resultou em um número de mortos que já ultrapassa o Massacre do Carandiru, ocorrido em 1992, quando 111 presos foram assassinados pela Polícia Militar em São Paulo.
De acordo com moradores, a operação começou ainda de madrugada e se estendeu por horas de intenso tiroteio. Relatos apontam que diversas casas foram invadidas e moradores ficaram presos em suas residências sem acesso a atendimento médico ou segurança.
Organizações de direitos humanos classificaram o episódio como uma das maiores tragédias urbanas do país, cobrando do governo do Estado e do Ministério Público uma apuração rigorosa sobre as mortes e o uso excessivo da força policial.
Nas redes sociais, as imagens de corpos cobertos em plena rua e o desespero de familiares geraram comoção e indignação. Líderes comunitários reforçam que a população mais afetada continua sendo a das periferias — as mesmas que convivem diariamente com o medo e a violência.
Enquanto as investigações avançam, o Brasil se vê novamente diante de um questionamento profundo: até onde vai o limite da segurança pública quando o preço é pago em vidas humanas?

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