Em Aparecida de Goiânia, a Polícia Civil deflagrou a Operação Sentinela Clandestina para desarticular um grupo que se apresentava como empresa de segurança privada, mas que, segundo as investigações, agia de forma irregular e ameaçava moradores do bairro Santa Luzia.
De acordo com o delegado Henrique Berucan Otton, os moradores eram coagidos a pagar mensalidades entre R$ 50 e R$ 100, e, quando se recusavam, passavam a receber ameaças de morte. Em alguns casos, os criminosos chegaram a exigir entre 1 a 5 mil por meio de mensagens enviadas pelo celular, acompanhadas de fotos de armas.
Durante a operação, quatro vigilantes noturnos foram presos, e celulares e notebooks foram apreendidos. Entre os detidos está um homem natural de Inhapí, em Alagoas, que trabalhava como vigilante noturno na cidade, mas foi autuado por portar uma motocicleta com chassi e placa adulterados.
Segundo o delegado, o proprietário da empresa contratava vigilantes de outros estados sem verificar antecedentes criminais ou habilitação. Nenhum dos presos possuía registro na Polícia Federal, exigido por lei para o exercício da atividade de vigilância privada.
A Polícia Civil reforça o alerta para que a população verifique sempre se empresas de segurança possuem autorização da Polícia Federal, evitando se tornar vítima de serviços clandestinos que, em vez de proteção, podem trazer risco e insegurança.

Nenhum comentário:
Postar um comentário